Imagine um profissional do food service que, por já ter anos de experiência, acredita que pequenos deslizes nos processos de manipulação de alimentos não causarão problemas.
Ele pode ignorar um protocolo de higiene ou não registrar corretamente a temperatura dos alimentos, convencido de que “nunca teve problema antes”.
Esse comportamento é um exemplo clássico do viés otimista, uma tendência psicológica que leva as pessoas a superestimarem a probabilidade de eventos positivos e subestimarem os riscos reais de situações negativas.
No contexto da segurança alimentar, essa mentalidade pode ser extremamente prejudicial.
A falta de rigor na aplicação de boas práticas pode resultar em contaminações, desperdícios e até surtos alimentares. A questão central aqui é: como garantir que as equipes de manipulação de alimentos não caiam nessa armadilha cognitiva?
A resposta passa por três pilares essenciais: treinamento, gestão e prática. É papel dos gestores implementar estratégias eficazes para mitigar os efeitos do viés otimista, garantindo que os processos de segurança alimentar sejam seguidos à risca.
E é exatamente isso que este artigo vai abordar!
| Leia também: Além da logística: o elo entre nutrição, bem-estar e produtividade
O que é o viés otimista e por que ele afeta a segurança alimentar?
O viés otimista é um fenômeno psicológico que faz com que as pessoas acreditem que estão menos suscetíveis a eventos negativos do que realmente estão. Em outras palavras, tendemos a subestimar riscos e superestimar nossa capacidade de evitar problemas.
No setor de food service, essa percepção distorcida pode comprometer diretamente a segurança alimentar. Manipuladores de alimentos e até mesmo gestores podem acreditar que erros pontuais não terão consequências graves, como:
🔸 Não higienizar corretamente equipamentos e utensílios;
🔸 Manipular alimentos sem a devida assepsia das mãos;
🔸 Armazenar produtos em temperaturas inadequadas;
🔸 Confiar na experiência em vez de seguir protocolos rigorosos.
O problema é que, embora esses deslizes possam não resultar imediatamente em uma contaminação alimentar, cada erro acumulado aumenta significativamente os riscos. E, no momento em que um incidente ocorre, os impactos podem ser severos: intoxicações alimentares, danos à reputação do estabelecimento e até sanções legais.
Definição e exemplos do viés otimista
O viés otimista é a tendência de acreditar que eventos negativos são menos propensos a acontecer conosco do que com os outros.
Isso distorce a percepção de risco, fazendo com que algumas pessoas relaxem na adoção de medidas preventivas, confiando excessivamente na sorte ou na experiência passada.
No food service, esse comportamento pode se manifestar de diversas formas, especialmente entre os manipuladores de alimentos e gestores que lidam com processos operacionais.
Veja alguns exemplos do dia a dia:
1️⃣ Um cozinheiro que não mede a temperatura dos alimentos antes de servi-los, pois “nunca teve problemas” com clientes reclamando de intoxicação alimentar;
2️⃣ Um auxiliar de cozinha que não higieniza corretamente os utensílios, porque “sempre fez assim” e acredita que isso não causará contaminação;
3️⃣ Um gestor que deixa de reforçar treinamentos, pois confia que sua equipe já sabe o que fazer e que “erros graves dificilmente acontecerão”.
Essas atitudes, muitas vezes, não são intencionais — elas acontecem porque o ser humano tem dificuldade em avaliar riscos que parecem distantes ou improváveis. No entanto, quando falamos de segurança alimentar, um único erro pode ser suficiente para comprometer toda a operação do restaurante.
O perigo invisível na rotina dos manipuladores de alimentos
No dia a dia de uma cozinha profissional, a rotina acelerada pode fazer com que pequenos deslizes passem despercebidos.
O problema é que, quando se trata de segurança alimentar, cada erro conta — e a soma dessas pequenas negligências pode resultar em um grande problema.
Imagine um restaurante onde os funcionários deixam de medir a temperatura dos alimentos antes de servi-los, pois acreditam que “sempre dá certo no olho”. Ou um local onde a troca de luvas e a higienização das mãos são feitas de maneira irregular, porque “ninguém nunca ficou doente por isso”.
Essas atitudes parecem inofensivas no curto prazo, mas, ao longo do tempo, aumentam drasticamente as chances de um surto alimentar.
Além disso, erros pequenos podem passar despercebidos pela supervisão, especialmente se não houver um sistema de monitoramento eficaz. Isso cria um ambiente onde a falta de controle se torna um padrão — até que um problema grave aconteça.
| Leia também: A importância da tecnologia na valorização dos profissionais do Food Service
Treinamento e monitoramento: as soluções para mitigar o viés otimista
O viés otimista pode ser um grande desafio na segurança alimentar, mas existem formas eficazes de reduzi-lo. As estratégias a seguir garantem que as equipes estejam sempre atentas aos riscos e sigam as boas práticas, mesmo quando acham que “nada de ruim vai acontecer”.
Acompanhe!
O papel da gestão na criação de uma cultura de segurança alimentar
O viés otimista se instala mais facilmente em ambientes onde não há supervisão eficiente ou consequências claras para o descumprimento de regras.
Por isso, os gestores precisam estar sempre atentos e atuantes, garantindo que:
✅ As normas de segurança estejam bem definidas e documentadas. Não basta comunicar verbalmente. É essencial contar com manuais, checklists e sinalizações no ambiente de trabalho;
✅ Processos sejam revisados e aprimorados regularmente. As práticas de segurança precisam evoluir conforme novas diretrizes e tecnologias surgem no mercado;
✅ A equipe receba feedbacks constantes. Corrigir desvios de conduta rapidamente evita que erros se tornem hábitos.
Além disso, a tecnologia pode ser uma grande aliada nesse processo. Ferramentas como a plataforma da Onexo permitem um acompanhamento preciso dos processos, garantindo que cada etapa do preparo e distribuição dos alimentos esteja conforme as normas de segurança alimentar.
| 💡 Dica extra: Utilizar dashboards e relatórios de desempenho pode ajudar os gestores a identificar padrões de falha e intervir rapidamente. A plataforma da Onexo, por exemplo, permite visualizar, em tempo real, dados sobre controle de temperatura, limpeza e outros processos críticos.
Como um treinamento eficaz pode mudar a percepção de risco
Treinamentos são uma das ferramentas mais poderosas para combater o viés otimista e fortalecer a segurança alimentar. No entanto, para que realmente causem impacto, eles precisam ir além da teoria.
A chave está em mudar a percepção de risco da equipe, tornando os perigos reais e tangíveis.
Para garantir que a mensagem seja absorvida e aplicada no dia a dia, os gestores podem adotar estratégias mais dinâmicas e envolventes, como:
🔸 Aprendizado baseado em casos reais. Apresentar surtos de contaminação causados por falhas humanas, detalhando o impacto para clientes e empresas;
🔸 Demonstrações práticas. Ensinar conceitos como contaminação cruzada e manipulação correta de alimentos de maneira visual e interativa;
🔸 Testes rápidos e gamificação. Criar quizzes e desafios para reforçar conhecimentos de forma leve e competitiva;
🔸 Treinamento contínuo e atualizado. Sessões recorrentes ajudam a reforçar boas práticas e evitar que a equipe caia na complacência.
Além disso, o uso de tecnologia no treinamento pode trazer ainda mais eficiência. A plataforma da Onexo, por exemplo, pode ser utilizada para registrar e acompanhar a adesão da equipe às boas práticas, garantindo um histórico detalhado do desempenho dos colaboradores.
| 💡 Dica extra: Utilizar vídeos e dramatizações pode deixar o impacto dessas dinâmicas ainda mais forte.
A tecnologia como aliada na supervisão e monitoramento
Mesmo com treinamentos bem estruturados e uma gestão ativa, falhas humanas ainda podem acontecer.
O viés otimista pode fazer com que manipuladores de alimentos subestimem os riscos, e a repetição de processos manuais pode levar a esquecimentos ou negligência involuntária.
É aqui que a tecnologia se torna uma grande aliada.
A digitalização permite que tarefas críticas sigam um padrão bem definido, reduzindo a margem para erros.
Quando os processos são automatizados, a dependência de registros manuais diminui, minimizando o risco de informações inconsistentes ou esquecidas.
A plataforma da Onexo foi desenvolvida justamente para oferecer segurança, controle e praticidade para a gestão da segurança alimentar. Com funcionalidades específicas para o setor de food service, o software permite o monitoramento em tempo real de processos críticos como: (1) Controle de temperatura; (2) Monitoramento da higiene; (3) Rastreabilidade dos alimentos.
| Ao investir em tecnologia, os gestores de unidades de serviços de alimentação garantem mais precisão no controle de processos, reduzem riscos operacionais e fortalecem a cultura de segurança alimentar dentro das equipes.
Conclusão
O viés otimista é um desafio invisível, mas de alto impacto dentro do food service.
A crença de que “nunca aconteceu um problema antes, então não vai acontecer agora” pode levar à negligência de procedimentos essenciais, aumentando os riscos de contaminação, desperdício e até penalizações legais.
Para garantir a segurança alimentar e evitar falhas que podem comprometer a qualidade dos produtos e a saúde dos consumidores, os gestores devem agir de forma proativa. Isso inclui:
✅ Investir em treinamentos contínuos que reforcem a percepção de risco e a importância do cumprimento das normas;
✅ Implementar um monitoramento eficiente para garantir que protocolos de segurança sejam seguidos sem falhas;
✅ Apostar na tecnologia como uma aliada para automatizar processos, minimizar erros humanos e garantir conformidade com as exigências regulatórias.
A Onexo pode ser uma parceira estratégica nessa jornada, oferecendo soluções digitais que permitem um controle mais rigoroso de cada etapa da operação. Com monitoramento em tempo real e automação de registros, os gestores têm a segurança de que cada detalhe está sob controle.
A segurança alimentar não pode depender da sorte. Clique aqui e solicite um teste grátis!