Para onde caminha o Food Service: o que 2026 reserva para o setor

O mercado de food service segue em plena transformação.

A pesquisa conduzida pela Onexo em 2025 sobre o grau de inovação tecnológica nas cozinhas industriais e comerciais revela dados importantes sobre o presente — e aponta tendências claras para o futuro próximo.

Se atua no segmento, este é o momento de se preparar para o que vem pela frente.

O setor está crescendo (e se profissionalizando)

Um dos dados mais reveladores da pesquisa é o crescimento do porte das operações.

Em comparação com o levantamento de 2023, observou-se um aumento significativo de respondentes que atendem mais de 10.000 refeições por dia, além de um percentual maior de operações que servem entre 5.001 e 10.000 refeições diárias.

Isso demonstra que o mercado não apenas está se expandindo, mas também se consolidando em operações de maior escala.

Esse movimento sinaliza que 2026 será marcado pela profissionalização ainda maior do setor. Empresas que antes operavam em pequena ou média escala estão crescendo, e novos players de grande porte continuam entrando no mercado.

| Com operações maiores vêm desafios maiores — e é aí que a tecnologia se torna não apenas um diferencial, mas uma necessidade.

A virada de chave

A pesquisa mostra que 59,5% dos respondentes já preveem investimentos em tecnologias para otimização de processos. Esse dado é especialmente relevante porque representa quase dois terços do mercado reconhecendo que a digitalização não é mais uma opção, mas uma estratégia essencial para competitividade.

No entanto, ainda há uma parcela significativa — 40,5% — que não possui previsão orçamentária para esses investimentos.

Essa divisão aponta para um cenário de dois caminhos em 2026: operações que continuarão avançando na transformação digital e aquelas que correm o risco de ficar para trás em eficiência, produtividade e controle de custos.

| Leia também: Pequenas grandes ideias: o papel das microtendências no setor de Food Service

Onde está concentrado o investimento?

Quando perguntados sobre quais setores do fluxo de produção concentram o maior investimento em tecnologia, os respondentes apontaram três áreas prioritárias:

  • Softwares e aplicativos (30,58%): A maior fatia dos investimentos está em soluções digitais que substituem processos manuais e planilhas por sistemas integrados;
  • Cocção (31,40%): Equipamentos mais modernos e eficientes continuam sendo prioridade para aumentar a produtividade;
  • Pré-preparo (17,36%): Automação e tecnologia nos estágios iniciais da produção ganham atenção crescente.

Esse padrão revela que o setor está buscando eficiência operacional em toda a cadeia produtiva — mas com destaque especial para a transformação digital por meio de softwares dedicados.

| Leia também: O poder da jornada: o legado que construímos enquanto empreendemos

Um obstáculo persistente

Um dos dados mais alarmantes da pesquisa diz respeito aos métodos de registro e monitoramento ainda utilizados no setor.

Quando questionados sobre como registram as manutenções preventivas e corretivas, 54,55% dos respondentes informaram que ainda fazem isso manualmente em planilhas.

O mesmo padrão se repete no monitoramento de temperatura no armazenamento: 57,02% dos estabelecimentos ainda registram manualmente em planilhas (documento físico).

No processo de distribuição, 62,81% seguem utilizando esse método antiquado.

Esses números revelam um gargalo crítico: embora haja consciência sobre a importância da tecnologia, muitas operações ainda dependem de métodos manuais que são ineficientes, propensos a erros e que dificultam a tomada de decisões baseada em dados.

Por que isso é um problema?

Em um cenário de operações cada vez maiores, a gestão por planilhas se torna insustentável. Os riscos incluem:

  • Perda de informações críticas: Papéis se perdem, planilhas ficam desatualizadas;
  • Falta de rastreabilidade: Dificuldade para auditorias e cumprimento de normas sanitárias;
  • Impossibilidade de análise em tempo real: Gestores não conseguem tomar decisões rápidas baseadas em dados confiáveis.
  • Desperdício de recursos: Sem controle adequado, o desperdício de alimentos e recursos aumenta — algo especialmente crítico quando se considera que 30% dos alimentos produzidos no Brasil são desperdiçados anualmente, e 28% desse desperdício vem do setor de food service.

Sustentabilidade em pauta

Outro dado importante é que apenas 57,02% das operações possuem um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), enquanto 42,98% ainda não o implementaram.

Em 2026, a pressão por práticas sustentáveis será ainda maior, tanto por demandas regulatórias quanto por expectativas de consumidores e clientes institucionais.

A gestão de resíduos precisa sair do papel (literalmente) e ser integrada aos sistemas de controle de qualidade.

Tecnologias que permitam rastreabilidade, monitoramento e geração de relatórios automatizados serão fundamentais para demonstrar conformidade e compromisso ambiental.

| Leia também: Por que o mercado brasileiro de Food Service ainda rejeita a inovação? Uma abordagem crítica e honesta sobre o poder avassalador do networking

O desafio da capacitação

A pesquisa destaca que o grande desafio na implementação de novas tecnologias não é apenas o investimento em equipamentos, mas sim a capacitação das pessoas e a mudança de comportamento para lidar com as novas ferramentas digitais.

Isso significa que, em 2026, as empresas que se destacarão serão aquelas que investirem não apenas em software e hardware, mas também no treinamento contínuo de suas equipes.

| A comunicação fluída e o uso adequado das tecnologias são estratégias imprescindíveis para otimizar fluxos, atendimento e reduzir erros e custos.

O que esperar de 2026?

Com base nos dados da pesquisa, podemos traçar algumas tendências claras para o próximo ano:

1. Aceleração da digitalização

A janela de oportunidade para digitalizar está se fechando. Empresas que ainda operam com planilhas manuais enfrentarão pressões crescentes de competitividade, conformidade regulatória e eficiência operacional.

2. Plataformas integradas

Soluções pontuais darão lugar a plataformas integradas que conectam todas as etapas do fluxo produtivo. O monitoramento em tempo real e a centralização de dados permitirão decisões mais rápidas e assertivas.

3. Foco em produtividade e redução de custos

Com margens apertadas e custos operacionais crescentes, tecnologias que comprovadamente aumentam a produtividade e reduzem desperdícios ganharão ainda mais espaço. A eficiência será o diferencial competitivo mais importante.

4. Sustentabilidade como obrigação

Ferramentas digitais que permitam rastreabilidade completa e geração de relatórios de sustentabilidade serão essenciais.

5. Profissionalização da gestão

Operações maiores demandam gestão profissional. Isso significa substituir controles rudimentares por sistemas robustos que ofereçam visibilidade, controle e segurança em todos os processos.

| Leia também: O mercado evolui e nos convida a fazer o mesmo

Preparando sua operação para o futuro

Para 2026, o caminho é claro: digitalização, profissionalização e sustentabilidade.

As empresas que compreenderem essa realidade e agirem agora estarão na frente. As que hesitam, correm o risco de ficar para trás.

A boa notícia é que a tecnologia está mais acessível do que nunca, e soluções especializadas como a Onexo foram desenvolvidas justamente para facilitar essa transição.

| A Onexo oferece uma plataforma completa para o controle de qualidade de alimentos. Entre em contato e descubra como podemos ajudar sua operação a encarar 2026 de forma muito mais confiante. Clique aqui.

Leave a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *